Quando o assunto é ecommerce, muitas dúvidas surgem em relação a sua aplicação e quanto se deve gastar para começar. Sobre a viabilidade e veracidade dos mercados online, pouco precisa ser comprovado. Basta dizer que em 2013, 51% da população brasileira acessou a internet. Quando o assunto é ecommerce, os números também são animadores. Em pesquisa realizada pela WebShoppers, o comércio eletrônico brasileiro faturou mais de R$ 16 bilhões apenas no primeiro semestre de 2014, com previsão de crescimento de 15% ainda no segundo semestre do ano.

Com dados e números tão relevantes você continua se perguntando por que está fora disso. Parte do receio pode se dar pela insegurança de se aventurar no mercado online.

Para te auxiliar neste quesito, este post traz um panorama sobre quanto você precisa investir para iniciar uma loja online.

O começo de tudo

A dúvida sobre o investimento inicial de um ecommerce é muito comum. Não acredite que isso é um luxo de empreendedores sem experiência. A maioria das grandes lojas já tiveram o mesmo medo e dúvida antes de se aventurar no mercado digital.

Existe um ponto que precisa ser esclarecido antes mesmo de revelarmos números sobre o investimento: Conheça seu mercado!

Na hora de criar uma loja virtual, o empreendedor deve encarar a empreitada como um novo início. Na internet, tudo é diferente e além do mais, as coisas acontecem rapidamente, bem como as mudanças.

Por isso é necessário que você esteja atento aos interesses de seus clientes para sempre estar a par de tudo que acontece.

Quanto investir para iniciar

Vamos ao que interessa. Em primeiro lugar, você deve estar ciente sobre quais são os principais custos para a abertura de um ecommerce.

Criação do ecommerce       

Para a criação da loja virtual você precisará de uma plataforma específica. O valor dessa ferramenta pode variar muito. Algumas podem custar até R$ 5.000 apenas pela instalação, enquanto algumas lojas virtuais open source serão a melhor opção para quem deseja começar. Olhando do ponto de vista econômico.

Divulgação da loja virtual       

Após definir a ferramenta e softwares para utilizar, vem à segunda parte mais importante de uma loja virtual: a divulgação. Assim como uma loja convencional, você deve se preocupar bastante em realizar a devida divulgação de seu negócio para que os clientes conheçam seu ecommerce. O detalhe é que no mundo digital você não utilizará panfletos. Estratégias de SEO, links patrocinados e campanhas em redes sociais são o que você deve focar. O marketing digital pode solucionar seus problemas, mas caso você não queria investir em pessoas que já possuam este conhecimento, você pode se aventurar nos estudos de Google Analytics, Adwords e Facebook Ads.

Cuidado para não investir muito logo no início

Quando falamos em lojas virtuais, todas as pesquisas apontam crescimentos previstos para os próximos anos e oportunidades incríveis. Apesar dos números favoráveis é necessário que os novos lojistas mantenham o pé no chão. Antes de investir pesado em um e-commerce é necessário conhecer muito bem o terreno.

Diferente das lojas físicas convencionais, iniciar as atividades no meio virtual costuma ser mais trabalhoso do que se pensa. Analise todos os pontos que envolvem a implantação da loja e também monitore o desempenho dos primeiros meses. Realize testes e invista com parcimônia. Tenha calma e aprenda com os erros.

Capital social

O plano de negócios do e-commerce deve ser bem planejado e estruturado para que todos os sócios da loja virtual estejam de acordo com o valor total do Capital Inicial. Vale lembrar que é de extrema necessidade compreender que este valor representa o montante necessário para constituir e iniciar as atividades de sua loja, enquanto ela não gera recursos para se sustentar.

Definir este valor no impulso ou não estudar todas as possibilidades, positivas ou negativas, (plano de negócios bem estruturado), pode criar sérios problemas para um negócio virtual que está abrindo as portas.

Estoque

O estoque também pode se tornar um grande problema para novas lojas virtuais. Caso ele seja mal gerenciado, certamente descontentará clientes e gerará transtornos para você. Atualmente, donos de e-commerce utilizam três modelos distintos de estoque:

  • Estoque compartilhado: Caso você possua uma loja física, a alternativa de manter um estoque compartilhado, para clientes físicos e virtuais, pode ser uma boa opção. Para que tudo dê certo o back-office de sua plataforma deve ser robusto e atualizado com frequência. Ninguém quer comprar um produto e ser notificado de sua não existência no estoque. Para     utilizar este tipo de estoque da melhor maneira possível, a loja física e virtual devem estar 100% alinhadas o tempo todo para evitar transtornos.
  • Estoque terceirizado: Para quem não dispõe de espaço físico suficiente para armazenar produtos. Este modelo de estoque garante que uma grande quantidade de produtos esteja à disposição de seus clientes, sem que você tenha que se preocupar com o gerenciamento do todo. Além de menos trabalhosa, essa prática também é positiva para o financeiro, já que seu custo é mais baixo. Um dos malefícios desse sistema é que ele reduz os lucros, já que o serviço possui um custo.
  • Estoque cross-docking: Outra opção para os lojistas é a venda do produto e apenas após um certo número de compras concluídas, o pedido ao fornecedor é feito para que seja feito o estoque. O problema dessa alternativa é a demora para a entrega dos produtos e a loja se torna refém do fornecedor.

Fluxo de caixa

Esse assunto é importantíssimo não apenas para lojas virtuais que estão começando. O fluxo de caixa é tão importante, ou mais, que a maioria dos pontos que citamos até o momento. Este fluxo é referente ao montante de dinheiro que a empresa recebe e gasta durante um dado período. Este controle é a base para qualquer negócio, seja ele virtual ou não, dê certo.

O início de uma loja virtual, como qualquer negócio, pode ser estressante e cheio de dúvidas. Manter seu fluxo de caixa atualizado garantirá que você tenha o controle de todos os gastos, bem como o de todo o dinheiro que entra na empresa.

Investimentos em mídia paga para aquisição

Diferente do que se pensava há alguns anos, apesar das estatísticas, criar um e-commerce não é sinônimo de ganhar dinheiro. Vender produtos e serviços não é o suficiente para atrair e fidelizar clientes. Na internet tudo é diferente, você precisa conquistar o consumidor constantemente.

Uma das melhores maneiras de encontrar esses clientes na internet é utilizando mídia paga de aquisição, ou seja, links patrocinados.

Criar campanhas de anúncios no Google Adwords (links patrocinados) ou redes sociais garantem um novo leque de oportunidades para seu negócio. Neste ponto, a máxima é o “fail fast”. Realize testes, fique atento ao desempenho dos anúncios e teste bastante. Nunca esqueça uma campanha e espere que ela dê resultados. Sempre analise os resultados e mude de estratégia rapidamente.

Afinal de contas, quanto vou investir?

Como dissemos, essa decisão ficará em suas mãos. Os investimentos podem partir de R$ 100 e podem atingir patamares consideráveis dependendo de quais decisões você fizer. Avaliar suas economias para fazer investimentos corretos nas áreas certas.

A melhor maneira de não errar nestes detalhes é procurando pessoas com experiência que possam te auxiliar neste início, quando tudo é tão incerto.

Acompanhe a série de posts sobre ecommerce:
Ecommerce #3: principais cuidados

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Cristiano Freitas
Equipe Syhus

 

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