Planejar e controlar. Em um ambiente cada vez mais competitivo, essas duas funções típicas do administrador se tornam ainda mais importantes para o fortalecimento e desenvolvimento de uma empresa. Do ponto de vista financeiro, essas atividades representam a possibilidade de garantir a sobrevivência do negócio no mercado, auxiliando também na resolução de questões como a sustentabilidade e a eficiência na aplicação de recursos.

Para tanto, é preciso escolher com critério quais serão os indicadores a serem acompanhados e, principalmente, estabelecer um planejamento financeiro detalhado ainda no início das atividades. Dentre eles, um dos mais usados habitualmente são os fluxos de caixa e o budget. Nesse post, pretendemos fazer uma abordagem completa a respeito de todos esses processos e indicadores, de modo que você possa implementá-los com sucesso no seu empreendimento. Confira a seguir!

Planejamento financeiro: o norte de qualquer empresa

Você sabia que um dos motivos que levam aproximadamente metade das empresas brasileiras a fecharem as portas em menos de três anos é a falta de planejamento financeiro? Os dados do IBGE são assustadores, e revelam a imaturidade do empresariado brasileiro com relação a essa questão. O planejamento é a essência de uma boa administração, pois cria fundamentos, valores, objetivos e metas, critérios de controle e os planos de ação de uma empresa.

O planejamento financeiro se apoia no planejamento estratégico do negócio, pois, enquanto o último estabelece os grandes objetivos da empresa no longo prazo — como, por exemplo, estabelecer ou expandir em determinado mercado, ou, ainda, criar um novo produto —, o primeiro focará em questões mais objetivas e menos abrangentes, como a quantidade de capital necessária para colocar os planos em ação, metas de vendas necessárias, políticas de controle de custos, dentre outros. Quer saber mais? Confira este artigo onde contamos tudo sobre planejamento financeiro!

Fluxos de caixa: a ferramenta básica das finanças

A princípio, os fluxos de caixa funcionam de uma maneira muito simples: São registros que devem ser realizados diariamente, em planilhas específicas — de preferência com softwares de gestão financeira — para acompanhar as entradas e saídas de recursos financeiros de um determinado empreendimento, de modo que, ao confrontar essas duas variáveis, teremos o nosso saldo para determinado período.

No entanto, é no simplório que habita a complexidade. Esse simples cálculo já nos permite realizar diversas análises sobre o empreendimento. Em primeiro lugar, poderemos determinar o nosso capital de giro necessário para que as atividades diárias do empreendimento não sejam comprometidas, ou seja, o valor em moeda — grau de liquidez —, ou facilmente conversível em moeda (como a conta de bancos, ou a conta poupança), que precisamos para manter a empresa operante.

Além disso, os fluxos de caixa também ajudam o gestor a ter uma perspectiva melhor do seu empreendimento, ao permitir que sejam realizadas projeções, com base nas experiências passadas da empresa (como em períodos sazonais de vendas, por exemplo), ou, ainda, ao determinar as necessidades da empresa por capital de terceiros, metas de vendas necessárias, dentre muitos outros critérios.

Budget: auxilio no controle de custos

Não basta, no entanto, possuir uma visão focada apenas nos fluxos de caixa. Sabemos que o objetivo de um empreendedor é lucrar. No entanto, nem sempre o fato de uma empresa estar lucrando é sinal de que ela está bem das pernas. O motivo é muito simples. Se o faturamento de uma organização é alto, no entanto, apesar de haver lucro, ele seja proporcionalmente baixo com relação ao faturamento, esse é um sinal de que estamos enfrentando um mercado de alto risco, ou, ainda, que estamos realizando custos demais que serão deduzidos do faturamento.

Para saber exatamente como os recursos estão sendo aplicados e, desta forma, possuir uma compreensão maior a respeito da melhor forma de alocá-los, o empreendedor precisar apurar o seu budget (ou orçamento), para cada um de seus gastos e atividades. Basicamente, o budget tem como base o faturamento da empresa, analisando um item específico. Um exemplo é o custo das mercadorias vendidas e os impostos, que são deduzidos diretamente das vendas (e, consequentemente, do faturamento).

Ao fazer uma simples regra de três, onde temos o faturamento bruto que representa a totalidade de recursos financeiros gerados pela empresa (100%), e o orçamento de cada item, podemos descobrir exatamente qual percentual do faturamento determinado tipo de custo está trazendo para o empreendimento (saber o quanto do dinheiro vai para comissões, salários, custos fixos, dentre outros).

Em parceria com o ContaAzul, preparamos um Ebook sobre como montar e manter atualizado o fluxo de caixa da sua empresa. Este guia é fundamental para ajudar na administração das contas a receber e a pagar.

Pronto para aplicar essas dicas na sua empresa? Ainda tem dúvidas? Deixe um comentário e entre em contato com a Syhus. Temos também um espaço de tira-dúvidas gratuito. 

 

Cristiano Freitas
Equipe Syhus

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