Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, todas as empresas já compreenderam que precisam ter um processo eficiente para contratação de funcionários. A formação de equipes de alta performance é essencial para assegurar o sucesso de qualquer negócio. Várias estratégias são desenvolvidas neste sentido e uma delas é a elaboração de uma política de remuneração.

A remuneração é um dos fatores de maior relevância para os colaboradores e, muitas vezes, decisivo para a permanência ou saída da empresa. Mas vale ressaltar que não se trata apenas de salário. Hoje, há várias alternativas que podem ser adotadas para aumentar o nível de interesse dos colaboradores. Conheça as práticas de remuneração e os benefícios que podem ser concedidos aos funcionários.

Remuneração estratégica

Conceitualmente, a remuneração é a soma do salário estipulado no contrato de trabalho, que pode ser mensal, por hora ou por projeto, e outras vantagens concedidas ao profissional, tais como horas extras, adicional noturno, insalubridade, comissões por metas alcançadas, gratificações, participação nos lucros e benefícios. Todos esses fatores passaram a ser avaliados pelas empresas, de forma a compor um pacote competitivo, se comparado ao mercado. Ou seja, é necessário analisar as tendências e melhores práticas, para então elaborar uma política de remuneração atraente.

Remuneração variável

A remuneração variável com base na Participação nos Lucros e Resultados é um mecanismo amplamente adotado pelas empresas, pois é uma forma de fazer com que os colaboradores se sintam parte do negócio. Quanto melhores os resultados da empresa, maiores os ganhos. Claro que não é tão simples, porém, é possível conseguir maior performance e dedicação por parte das equipes.

Outra forma de remuneração variável está baseada no desempenho individual. Todos os colaboradores devem ter suas metas e são remunerados por atingi-las. O raciocínio é quase o mesmo, porém, neste caso, pode surgir um certo imediatismo e a falta de colaboração entre os colegas.

É adequado acrescentar aos objetivos dos colaboradores questões relacionadas ao próprio desenvolvimento profissional, como a realização de cursos, uma especialização ou elaboração de novo projeto.

Benefícios com diferencial na contratação de funcionários

Os benefícios concedidos pelas empresas passaram a fazer parte da estratégia de contratação de funcionários, bem como para garantir a atração e retenção de talentos, pois permitem maior flexibilidade e consequentemente, maior chance de serem percebidos pelos colaboradores de forma positiva e relevante.

Além dos benefícios tradicionais, como alimentação, transporte, assistência médica e plano odontológico, alguns outros são bastante valorizados atualmente, como por exemplo: subsídio para compra de medicamentos; bolsas de estudo para cursos de idiomas, graduação, pós-graduação ou especialização; descontos em academias e livrarias; parcerias com assessorias esportivas; previdência privada e premiações específicas.

Algumas empresas até permitem que seus colaboradores escolham os benefícios que mais lhe agradam, dentro de um pacote pré-determinado. Desta forma, todos os perfis são atendidos, gerando maior satisfação e engajamento.

Flexibilidade na gestão

Em alguns casos, vale a pena investir na flexibilização da jornada de trabalho. É importante avaliar o alinhamento dos horários do colaborador ao dos seus pares, como fornecedores e clientes. O “home office” também é uma ferramenta útil, para quando o profissional pode realizar suas tarefas sem a necessidade de interação pessoal. Além disso, esse modelo traz uma sensível redução de custos para a empresa.

O bom senso deve reger a questão da flexibilidade de forma geral. Dependendo do segmento da empresa, é possível permitir que os colaboradores usem bermudas e tênis, mas em outras situações, o terno e a gravada são indispensáveis. Por isso, avalie o ambiente de trabalho da sua empresa e o perfil das pessoas que estão sempre envolvidas no negócio.

Legislação e folha de pagamento

O processo de contratação de funcionários exige especial atenção a legislação trabalhista do país. Vale lembrar que algumas categorias possuem regulamentações específicas, como por exemplo, motoristas, bombeiros e enfermeiros. As convenções coletivas também devem estar sempre à mão, pois os acordos firmados neste documento complementam ou mesmo regulam alguns pontos não tratados na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e devem ser seguidos com rigor. Entre os fatores de maior destaque estão, o piso e o teto salarial para cada categoria, a data base e a contribuição sindical.

É crucial desenvolver um controle para a folha de pagamento, com todos os registros obrigatórios, descontos legais, recolhimentos e pagamento de impostos, aplicação das convenções coletivas da categoria, além claro, da preparação e envio de informações obrigatórias ao Fisco (Sefip, RAIS, DIRF, dentre outras).

Para garantir que tudo aconteça de forma correta, é importante contar com o auxílio de empresas especializadas em contabilidade. Desta forma, é possível ter mais segurança e agilidade nos processos legais.

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