Segundo dados fornecidos pelo IBGE, cerca de 60% das empresas encerram suas atividades após cinco anos de existência. Isso se deve, principalmente, à falta de planejamento dos empreendedores antes de iniciar o negócio. Então, se você pretende abrir uma empresa e não quer fazer parte das estatísticas negativas, é altamente recomendado que comece a fazer o seu plano de negócios.

O plano de negócios deve ser um documento escrito. Sua função é mapear o universo da empresa em questão e suas particularidades, possibilitando enxergar todo o cenário em que a sua empresa estará inserida e, assim, você pode tomar as melhores decisões de acordo com os objetivos que traçar.

Além disso, esse plano pode ser utilizado para apresentar o cenário da empresa para possíveis investidores, pois fornece uma base sólida para o negócio e ajuda a construir a segurança em relação ao futuro da empresa.

Agora que você entende basicamente o que é um plano de negócios e para que serve, é preciso fazer a sua lição de casa e reunir todas as informações necessárias para criar esse documento.

Mas como?

Neste artigo você vai aprender sobre as dez etapas essenciais de criação de um plano de negócio: o que você precisa incluir, como trabalhar com os números e quais são os recursos adicionais que podem ajudar você. Vamos lá?

1. Resumo Executivo

Esse resumo deve ser apresentado logo no início do documento, afinal, contará ao leitor o que você quer como empreendedor. É uma parte muito importante do trabalho. Muitas vezes, o que o empreendedor deseja não recebe a atenção necessária em um plano de negócios escrito e, por isso, ele deve ser bem apresentado.

2. Descrição do Negócio

A descrição do negócio (microambiente) geralmente começa com uma rápida apresentação da indústria em que ele está inserido e se aprofunda nas características principais da empresa, como:

  • enquadramento jurídico e tributário;
  • descrição da equipe ou organograma;
  • desenvolvimento ao longo do tempo;
  • missão, visão e valores;
  • dados operacionais;
  • logística;
  • capacidade de produção;
  • histórico financeiro;
  • faturamento bruto e líquido atual;
  • despesas fixas e variáveis;
  • investimento em capital fixo;
  • investimento em capital de giro;
  • relação de fornecedores;
  • estimativa de faturamento.

Essas são algumas das informações que podem conter na descrição do negócio, mas é possível incluir outros dados relacionados ao funcionamento da empresa que os gestores acharem pertinentes.

3. Análise de Mercado

Essa é uma análise meticulosa sobre a situação do ramo de negócio em que a empresa está inserida, e faz com que o empreendedor conheça todos os aspectos do mercado para, dessa forma, definir um alvo e posicionar a empresa de maneira que ela consiga mais vendas.

No momento de fazer pesquisas para essa parte do documento, é interessante buscar informações sobre:

  • o desenvolvimento desse ramo de atividades no país;
  • expansão ou saturação do mercado;
  • se há demanda suficiente para esse produto ou serviço;
  • tipo de público-alvo ideal para a empresa.

Ao descrever a indústria, discuta a situação atual e as possibilidades futuras da empresa. Também é importante apresentar informações sobre vários mercados dentro dessa indústria específica, incluindo novos produtos e desenvolvimentos que podem beneficiar, ou ameaçar o seu negócio.

4. Análise Competitiva

A Análise Competitiva, ou Análise de Concorrentes tem como objetivo determinar os pontos fortes e fracos dos concorrentes dentro do mercado em que você está inserido, além de listar possíveis estratégias e barreiras que podem ser desenvolvidas para reduzir a competição.

Uma forma de determinar quais são concorrentes diretos e indiretos para a sua empresa é fazer uma lista de critérios que devem ser iguais ou muito próximos para que outros negócios sejam considerados seus concorrentes, como a semelhança em:

A ideia é que quanto mais semelhantes outras empresas forem em relação à sua, mais direta é a concorrência.

5. Análise de Contexto

A Análise de contexto (macroambiente) examina todos os aspectos relevantes para a sua empresa, mas que não têm a ver com o nicho de mercado propriamente dito. As informações listadas são variáveis que não podem ser controladas por você, como leis específicas, andamento da economia, novas tecnologias que surgem e podem afetar suas vendas, dentre outras. Esses ambientes diversos são:

  • econômico (ex: crise econômica brasileira);
  • sociocultural (ex: feminismo);
  • tecnológico (ex: aplicativo de carona);
  • demográfico (ex: baixo índice de nascimento);
  • politico-legal (ex: lei que proíbe fumo em ambientes internos);
  • natural (ex: o clima brasileiro não é propício para a plantação de tulipas);

6. Metas e Objetivos

Após pesquisar diversos aspectos sobre o seu mercado de atuação, a sua empresa e o contexto em que ela está inserida, chega o momento de listar as metas e objetivos possíveis para o seu negócio dentro de um prazo específico.

Objetivos como meta de faturamento, quantidade de vendas desejadas e objetivos de comunicação (como se tornar referência em seu nicho de atuação) são definidos aqui e, a partir deles, você deverá montar a sua estratégia e alinhar os próximos passos.

7. Plano de Design e Desenvolvimento

A parte de design e desenvolvimento é importante para apresentar a descrição do design do produto e etapas da produção, marketing e da própria empresa aos investidores. Assim, é possível criar um orçamento de desenvolvimento que vai ajudar a empresa a atingir seus objetivos.

Além do design de produto, também é importante definir a sua identidade visual, de forma que será fácil identificar a sua empresa nos meios de comunicação. Essa é uma parte importantíssima da construção e manutenção da imagem da marca.

8. Plano de Operações e gerenciamento

O plano de operações e gerenciamento é feito para descrever como a empresa funciona. O plano de operações vai retomar rapidamente aspectos da logística da organização, assim como as várias responsabilidades da equipe de gerência, as tarefas de cada departamento e o capital e gastos necessários para o funcionamento da empresa, que já foram citados na descrição do negócio.

Logo depois você fará a descrição das metas de cada departamento e como os setores devem se comportar para que as grandes metas estabelecidas para a empresa possam ser alcançadas.

9. Fatores Financeiros

Depois de definidos todos os passos que as equipes deverão seguir para cumprir as metas estabelecidas dentro do prazo especificado, é importante listar os recursos que devem ser disponibilizados para cada departamento listado.

Gráficos são muito úteis nessa parte do plano de negócios para que gestores e possíveis investidores possam ter uma visão do todo. Cada valor especificado para uma meta deve incluir uma breve descrição que justifique a quantidade de verba direcionada.

10. Métricas para o plano de negócio

Assim que todas as ações estratégicas forem definidas, é necessário estabelecer as métricas, ou seja, meios de como avaliar se os objetivos foram alcançados ou não. Números são esclarecedores na maioria dos casos, mas se algo não puder ser medido em números, uma alternativa é fazer uma pesquisa com o público ou com o setor envolvido.

Agora que você entende um pouco mais sobre o que é um plano de negócios, quais seus benefícios e quais suas partes mais importantes, gostaria de ter mais informações sobre como organizar o seu negócio e fazer ele crescer? Então curta a nossa página no Facebook e fique por dentro de tudo!

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