Na atual situação econômico-financeira que nosso país está atravessando, muitas pessoas que estão desempregadas e na dificuldade de obter um novo emprego de carteira assinada, tomam a decisão de abrir um negócio próprio. Tendo a própria pessoa como único proprietário, a opção é por uma microempresa individual (MEI).

Para termos jurídicos, o patrimônio da empresa não fica separado do patrimônio da pessoa física, entretanto, o novo microempresário deve separar as contas da empresa  das particulares. Continue lendo e entenda como manter o financeiro da sua empresa em dia!

Separação a renda da empresa e do proprietário

Levar as contas particulares para dentro da empresa é um erro grave, pois mistura as despesas e perde-se o controle do negócio. O ideal é:

  • Não levar contas pessoais para a empresa;
  • Ter contas bancárias separadas. Pode ser no mesmo banco, mas uma para a pessoa jurídica e outra para a pessoa física;
  • Definir o valor de seu pró-labore. Esse será o valor de sua retirada mensal.
  • Procurar o assessoramento de um contador ou profissional da área financeira para ajustar o fluxo de caixa e demais quesitos para organizar a empresa;
  • Informar-se com seu gerente de conta do seu banco sobre quais os produtos que estão à sua disposição, principalmente para pessoa jurídica que, normalmente, tem melhores condições em termos de taxas de juros.

O controle do fluxo de caixa

O proprietário da empresa não deve exceder suas retiradas mensais acima de seu pró-labore, pois é necessário manter um capital circulante líquido para eventuais despesas da própria organização. Quando a empresa não tem movimentação de receitas, ela ainda tem algumas despesas mensais. No caso da MEI ela tem uma taxa mensal a pagar que corresponde ao INSS do proprietário. A vantagem é que o empreendedor tem direito aos benefícios do INSS, ou seja, conta como tempo de serviço para a aposentadoria. A taxa varia de acordo com o tipo de trabalho prestado: indústria, serviços e serviços e indústria.

Qual a importância de gerar um fundo de caixa

Além da taxa mensal, o dono do negócio não precisa pagar um profissional para fazer isso, mas terá que informar à receita federal e à prefeitura sobre a sua movimentação financeira, mesmo que não haja receita. Essas informações podem ser prestadas no Portal do Empreendedor.

O controle de contas a pagar e receber também é importante para o microempresário estruturar suas estratégias de vendas para sair da situação de inoperante. Deve sempre pensar que primeiro deve vir as necessidades da empresa, depois as pessoais.

A diferença entre pró-labore e lucro

O lucro é a diferença entre as receitas obtidas pela empresa, subtraída de todas as despesas do negócio. Já o pró-labore é o valor instituído pelo empresário pela sua gestão do negócio. Este está sujeito ao imposto de renda de pessoa física na fonte, quando exceder o limite instituído pela Receita Federal para isenção, e a devida contribuição do INSS. Se a empresa for microempresa individual, o INSS é pago pela taxa instituída pelo governo — e que é reajustada todo ano. Se desejar uma aposentadoria maior, poderá pagar mais.

Normalmente o microempreendedor não tem o conhecimento necessário para gerir seu negócio de forma a planejar suas estratégias de ação. O carisma, a comunicação e a acessibilidade entre clientes e empresário é que determinam o andamento do negócio.

Existirá momentos em que a microempresa individual precisará de recursos, apesar de não estar em funcionamento. Logo, deve sim criar um fundo de caixa para as contingências que acontecem na vida de todos os empresários, indiferentemente do porte da empresa.

Entrar em débitos significa o primeiro passo para que essa empresa entre em situação falimentar ou perca sua capacidade de atender as necessidades de seus clientes por má gestão. Por isso, pense bem antes de abrir um negócio próprio, mas se desejar abrir uma loja virtual leia 5 dicas para montar um e-commerce de sucesso!

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