Atualizado em 04 de junho de 2020

Empreender é o sonho de muitos jovens e adultos que acreditam que criar uma empresa de tecnologia é uma oportunidade única, que renderá bons frutos. É nesse momento que conhecer o passo a passo para criar startup pode fazer toda a diferença nos seus resultados.

As startups estão possibilitando soluções para problemas que atingem muitas pessoas e geram alto impacto. Entretanto, antes de se aventurar no mundo dos negócios, o empresário precisa avaliar uma série de questões, sem deixar de analisar, é claro, o aspecto financeiro.

Caso você já tenha feito todo o dever de casa e esteja convencido de que abrir um negócio próprio é o melhor caminho, elaboramos um passo a passo para tirar seu plano do papel. Siga as orientações e saiba como ter sucesso nessa missão. Confira!

Qual é passo a passo para criar startup?

Além do seu potencial empreendedor é preciso ter informações sobre como criar um negócio, especialmente quando falamos de startups. A atividade empresarial pode ser bastante desafiadora e requer tempo e dedicação antes de começar a obter resultados.

Por isso, é essencial buscar fontes de informações sobre o assunto para que você esteja cada vez mais seguro e confiante antes de transformar o seu sonho em realidade.

1. Participe de eventos e feiras

Antes de empreender é recomendado buscar entrar em contato com quem se encontra na mesma situação. Além de uma boa oportunidade de networking, que será favorável no momento da busca por investidores, esse é o momento ideal para relacionar-se com outros empreendedores.

Existem diversos tipos de eventos que possibilitam a criação de conexões entre empresas e oferecem consultorias para o desenvolvimento de estratégias. Se você é o idealizador do projeto talvez não tenha conhecimento sobre a segmentação de mercado ou gestão financeira.

Contudo, esses são elementos essenciais para que o seu negócio tenha oportunidade de se desenvolver no decorrer do tempo. Por isso, confira como workshops voltados para o setor de startups pode ser uma porta de entrada que oferece programas de capacitação, iniciativas de mentorias e contato com investidores.

2. Identifique a dor de seus clientes

Quando falamos da dor do cliente, essa expressão representa o problema ou situação pela qual ele está passando. Pense de qual forma o seu produto ou serviço pode oferecer uma solução e trace um plano a partir desse fator.

Mas acima de tudo, esteja aberto para ouvir o input do seu público potencial para verificar a sua viabilidade e capacidade de atender o que promete. Lembre-se que a recepção do mercado não depende somente da sua ideia, mas da sua capacidade de reconhecer o que o cliente realmente precisa.

3. Valide o modelo de negócio

Não há como falar em criar uma startup sem mencionar a questão da validação do modelo de negócio. Ou seja, você precisa avaliar se a startup tem potencial para ser um sucesso.

O ideal é que você, antes mesmo de criar o Canvas, tenha uma noção mais ampla sobre o negócio como um todo.

Para não ter erro, entenda a fundo qual a intenção do produto ou serviço. Após, defina o público-alvo. Para isso responda os seguintes questionamentos:

  • quem o produto ou serviço beneficiará?
  • Qual a faixa etária dessas pessoas?
  • Qual o segmento do mercado?

Com essas informações em mãos, será mais fácil dar prosseguimento ao processo.

É importante também pensar nos benefícios do produto ou serviço proposto. Isto é: como a minha startup vai solucionar os problemas desses clientes?

Nesse momento, pense também nas funcionalidades do objeto.

Esses são apenas alguns itens que merecem atenção redobrada do empreendedor. O importante aqui é que ele tenha uma visão mais clara do seu negócio, realizando assim as primeiras validações.

4. Procure possíveis sócios

Ter alguém para compartilhar os medos, anseios e expectativas é uma forma de tornar o processo de criação de uma startup mais leve, ou mesmo, viável.

Lembre-se que, ao ter um sócio, é provável que você tenha muito mais segurança para levar adiante as suas ideias. Pois, juntos, vocês serão mais fortes e capazes de buscar soluções inovadoras e se destacar no mercado.

Vale frisar, nesse aspecto, que o mais recomendado é procurar alguém que tenha habilidades diferentes da sua. Assim, vocês se complementarão, tendo uma relação harmoniosa e equilibrada.

Quando for escolher os sócios, evite misturar relacionamentos pessoais com relacionamentos profissionais. Em palavras mais claras, proponha parceria porque a pessoa é realmente capacitada e agregará valor ao negócio. Não porque é seu amigo ou parente.

5. Desenvolva um protótipo

De nada adianta ter uma ideia brilhante, mas não conseguir tirá-la do plano imaginário, certo? Então, ao detectar um problema de um cliente ou segmento, concentre-se em propor e efetivar uma solução. Seguindo esse caminho, você pode, inclusive, estar criando um mercado.

Para isso, é preciso apostar em alguns testes para obter as primeiras respostas. A partir daí, você e sua equipe devem colocar a mão na massa e criar um protótipo. Certifique-se, nesse aspecto, de aprimorá-lo até chegar ao produto viável mínimo (MVP). O MVP

é a versão mais simples do produto ou serviço, que tem o básico para funcionar e ser testado no mercado.

É fundamental ter em mente que desenvolver um produto super bem elaborado, mas que não tem demanda, ou seja, que ninguém precisa, é o mesmo que nadar, nadar e morrer na praia.

6. Formalize a startup

Para regularizar a sua startup perante a lei, é preciso consolidar um contrato social, entrar com o processo para abrir a empresa e obter seu CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas). Você precisa desses documentos para emitir notas fiscais, contratar serviços e até mesmo realizar compras.

Vale ressaltar, ainda, que somente empresas que têm CNPJ podem participar de licitações e conseguir financiamentos empresariais.

Além do mais, ao exercer uma atividade sem a devida regulamentação, você está correndo o risco de ter vários transtornos com a justiça, tornando algo relativamente simples e fácil em uma verdadeira dor de cabeça.

Saiba que no mundo dos negócios, o que realmente tem validade é o documento assinado. Por isso, sempre faça contratos.

7. Contrate um contador

Você não quer ficar preso aos processos burocráticos ou correr o risco de fazer algo errado, não é mesmo? É fundamental contratar um escritório de contabilidade, que cuidará da área contábil e tributária, além de ser o responsável pelas folhas de pagamento.

O contador vai auxiliá-lo com a legalização da sua startup, tornando o processo muito mais rápido e simples.

Não é só isso. O contador é capaz de ajudá-lo com a gestão da sua conta empresarial, dando as devidas dicas para que as finanças permaneçam no azul. Ele também está apto a cuidar da emissão de notas fiscais.

A contratação desse profissional aumenta as chances do seu negócio prosperar, evitando falhas administrativas que podem resultar em multas.

8. Escolha o espaço de trabalho

Claro que inicialmente trabalhar no formato home office é uma ideia viável que, inclusive, vai reduzir os seus custos. Porém, conforme sua startup vai crescendo, é preciso começar a pensar na possibilidade de alugar um escritório.

Além de passar uma imagem mais profissional, ter um local próprio de trabalho vai proporcionar mais comodidade e conforto para os clientes.

Para selecionar o espaço, verifique antes de tudo a localização. Opte por um imóvel que tenha um posicionamento estratégico, com acesso às principais regiões da cidade e que tenha no entorno uma boa infraestrutura de restaurantes, bancos e comércio em geral.

Outro ponto importante é tentar sair dos focos de congestionamento. Afinal, você não quer que seus clientes passem horas no engarrafamento para conseguir chegar à firma, certo?

9. Busque investimentos

Criar uma startup não sai barato. Para começar a funcionar, você vai gastar algo entre R$100 mil e R$150 mil. Se não acredita, coloque tudo na ponta do lápis. Liste custos com aluguel do escritório, desenvolvimento do protótipo, salário de colaboradores e pró-labore.

Não se esqueça que você terá que comprar computadores, mesas, cadeiras, cortinas, geladeira ou frigobar, filtro de água e outros itens indispensáveis.

Por isso, é importante ter um planejamento bem estruturado, buscando alguns investimentos externos. Uma das opções é o FFF (Family, Friends and Fools), que em tradução literal é família, amigos e tolos, ou seja, pessoas próximas que te apoiam.

O sistema aqui é simples. Você convence as pessoas mais próximas a você a investirem um certo capital na sua startup. Em contrapartida, você disponibiliza uma porcentagem do seu negócio. Não existe uma regra. Lembre-se apenas de que a negociação deve ser vantajosa para todas as partes envolvidas.

Outra opção bem conhecida é o Investimento Anjo. Empresários que, ao acreditarem no potencial do negócio, oferecem uma quantia mais significativa do que a proposta pelo FFF. Normalmente, isso acontece quando a startup já tem os primeiros clientes e o seu produto já está prototipado.

Essas são apenas algumas das alternativas, mas, na verdade, existem várias outras formas de conseguir investimento para consolidar o seu negócio.

10. Contrate uma equipe qualificada

As startups são conhecidas pelo seu crescimento rápido e para lidar com o aumento do número de clientes é preciso contar com uma equipe de trabalho qualificada. Esse tipo de empreendimento começa geralmente com o seu idealizador e poucos sócios.

Entretanto, a carga de trabalho pode tornar-se excessiva, o que requer a participação de um time para manter o negócio em um ritmo de crescimento. Diferentemente da figura dos fundadores da empresa, os colaboradores devem formar um grupo diversificado com habilidades e competências complementares.

A princípio, as áreas mais importantes são:

  • gestão: são pessoas que estão dedicados ao aspecto gerencial do negócio, como controle financeiro, recursos humanos e planejamento;
  • tecnologia: parte essencial do funcionamento de uma startup, pois garante o desenvolvimento e aprimoramento constante das ferramentas desenvolvidas;
  • operações: é a equipe que trabalha para que a empresa permaneça em pleno funcionamento por meio da criação e desenvolvimento de produtos e ideias; e
  • vendas: atuam com intuito de implementar estratégias de atração de novos consumidores e criar uma relação de confiança com os clientes já conquistados.

É importante destacar que o tema da gestão de negócios está em constante transformação com o desenvolvimento de novas estratégias. Esse processo depende de pesquisa, planejamento e ideias para levar o seu produto para o maior número de pessoas. E para isso, você não deve ter medo de colocar a mão na massa.

Portanto, considere este passo a passo para criar startup como um guia para tirar a sua ideia do papel. Mas lembre-se de que a principal característica do seu negócio deve ser a busca por soluções inovadoras.

Você curtiu este post com dicas para a criação de startup? Gostaria de contribuir com as suas ideias e experiências? Então, deixe o seu comentário logo abaixo e compartilhe conosco as suas opiniões ou sugestões!

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