Quem trabalha com empreendedorismo já ouviu falar em Due Diligence. Esse processo é importante para identificar oportunidades e riscos, o que aumenta as certezas no momento de fechar um negócio.

Afinal de contas, mesmo que um acordo pareça bom, você pode descobrir, em alguns dias ou meses, que tudo não passa de números fraudulentos ou que existem problemas nas documentações regulatórias. O que fazer nesse caso?

O ideal, aqui, é adotar uma postura cuidadosa. É para esse resultado que a prática do Due existe. Também chamada de diligência prévia, essa investigação está prevista legalmente, mas também pode ser usada pela vontade do próprio empreendedor.

Neste post, vamos mostrar o que esse conceito significa, quando deve ser utilizado, o que é realizado durante esse processo, como se preparar para ele e quais devem ser os parceiros estratégicos.

Então, quer entender tudo sobre esse assunto? Acompanhe!

O que é Due Diligence?

Esse conceito remete a diversas ações que podem ser executadas para analisar os ativos e passivos jurídicos e contábeis de uma organização. É feita uma auditoria externa, que apresenta o real cenário contábil do negócio. Nela, ainda são verificados os aspectos ambientais, societários, trabalhistas etc.

Em termos mais simples, essa prática revisa as informações relativas a uma empresa, tendo por finalidade confirmar ou validar os riscos e as oportunidades para um processo de negociação que está começando.

Os principais objetivos da diligência prévia são:

  • indicar os pontos críticos e os elementos relevantes da estrutura jurídica da sociedade empresarial;
  • identificar passivos legais e riscos derivados dos processos administrativos e judiciais, quantificando o valor dessas responsabilidades;
  • detectar medidas que visem à eliminação ou à redução dos riscos identificados;
  • delimitar a melhor estratégia e forma de estruturar a transação;
  • investigar uma oportunidade de negócio para avaliar os riscos da operação.

Quando é utilizado?

A Due é uma prática que tem por objetivo obter informações reais, a fim de preparar a empresa para:

  • operações de aquisição ou fusão;
  • captação de investimentos;
  • reestruturação societária para sucessão familiar;
  • transferência de ativos;
  • desenvolvimento de prospecto para IPO (Oferta Pública de Ações);
  • adoção de práticas de governança corporativa;
  • reestruturação do departamento jurídico;
  • project finance;
  • vendas de negócios;
  • participações de empresas.

É importante ressaltar que o processo da diligência prévia não exclui a necessidade da auditoria, porque os focos são diferentes. Enquanto a primeira tem o objetivo de entender os riscos e as oportunidades do negócio por meio de uma avaliação histórica dos dados, a segunda verifica se as demonstrações contábeis são condizentes com a situação financeira e patrimonial da organização.

O que é feito num processo de Due Diligence?

As principais validações realizadas durante esse processo são as seguintes:

  • certificação de regularidade da empresa e dos sócios: é possível descobrir se o negócio será viável e poderá ser realizado considerando as certificações necessárias;
  • levantamento de passivos tributários: verifica-se a situação jurídica por meio de procedimentos que quantificam e identificam esses passivos. Também ajuda a diagnosticar e corrigir os problemas de interpretação legislativa tributário e os erros ao cumprir obrigações acessórias e principais;
  • levantamento de passivos trabalhistas: analisa-se os procedimentos adotados para cálculo, escrituração e recolhimento de contribuições e impostos e identifica-se os potenciais riscos originados por esses procedimentos;
  • apuração de riscos tributários: ocorre quando há a aplicação errada de alguma norma, por exemplo. Também é importante quantificar cada contingência a fim de nutrir os compradores com informações suficientes para o negócio;
  • revisão de nível de governança: é avaliado se a empresa adota a governança corporativa, que ajuda a otimizar e preservar o valor econômico da empresa em longo prazo;
  • revisão de políticas internas: analisa-se como funcionam os processos internos de diversos departamentos, como RH, financeiro, entre outros;
  • confidencialidade de dados: é um dos primeiros documentos assinados entre comprador e vendedor e determina que todas as informações da negociação serão mantidas em nível confidencial, incluindo o documento de oferta de venda;
  • contratos: avaliam-se os diferentes documentos firmados com clientes, parceiros, colaboradores etc., além do próprio contrato de compra e venda, também chamado de SPA (Sale and Purchase Agreement). Este último estabelece um instrumento para o reajuste de preço, a fim de ajustar o valor acordado com o cálculo feito com base nos dados históricos.

Como se preparar para uma Due

Os bons resultados desse processo podem causar impactos positivos para o valor de um negócio. Então, como se preparar para ele? O ideal é ter processos e documentos organizados, porque isso assegura que toda a documentação financeira e legal da organização está em ordem.

Essa atitude já é adotada por empresas de outros países. Muitas vezes, elas contam com assessores que permitem fazer um diagnóstico prévio da qualidade de resultados, endividamento líquido, fluxos de caixa, capital de giro, EBITDA normalizado e riscos trabalhistas e tributários.

No Brasil, essa ação aumentou nos últimos anos, o que demonstra que há um cenário de convergência em relação aos mercados maduros nas áreas de operações de aquisições e fusões.

Essas ações realizadas antecipadamente ajudam o empreendedor a conduzir melhor suas negociações, planejar como sanar ou eliminar os aspectos de alto risco e desenvolver um plano de ação antes de as informações serem expostas a potenciais investidores. Assim, é possível negociar visando ao preço máximo.

Parceiros estratégicos durante o processo

A preparação para um processo de Due Diligence não precisa ser feita de última hora. Você pode realizar levantamentos periódicos, contando com parceiros jurídicos e contábeis para essa tarefa.

Esses especialistas vão indicar exatamente quais pontos devem ser ajustados e aqueles nos quais sua empresa já adota as melhores práticas.

Além disso, poderão auxiliar nas questões contábeis, tributárias, trabalhistas e jurídicas. Dessa forma, o seu negócio garante estar alinhado com as recomendações da governança corporativa e, então, você conseguirá fazer negócios atingido o potencial máximo.

Fica evidente, então, que a Due Diligence é uma prática interessante para qualquer empresa. O que você acha de implantá-la agora mesmo no seu negócio para estar sempre preparado para qualquer situação?

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