Conhecer as formas de captar investimento é fundamental para o avanço de qualquer negócio. Nesse contexto, é preciso considerar elementos como a organização interna de sua empresa e as possibilidades do mercado. Quer saber como fazer isso? Então confira as nossas dicas!

Quando se pensa em obter recursos, é importante levar em consideração que, ao fazer isso, você entregará a participação da empresa a alguém. Nesse sentido, é preciso analisar algumas questões, como o momento em que sua empresa se encontra, para definir o tipo de recurso de que ela precisa.

Da mesma forma, saiba onde você pretende chegar com o novo recurso investido, considerando o seu perfil de risco, ou seja, se você precisa de um investidor mais agressivo e ousado ou se você precisa de um investidor mais conservador, que vai aguardar um período maior para receber retorno e, assim, ter expectativa de resultados em médio e longo prazo.

Outro ponto importante é a relação que a sua equipe estabelecerá com o novo sócio. Manter a sinergia do time é fundamental para a continuidade das atividades e busca por bons resultados. Uma vez definidas essas questões, é hora de procurar por opções válidas de investimento. Confira, a seguir, os principais tipos de investidores de startups!

1. Bootstrapping

Esse é considerado o primeiro passo em termos de investimentos. Nele, é o próprio responsável pelo empreendimento quem investe. Nesse caso, não há segredo: o aporte é realizado sem o auxílio de investidores externos e essa é uma ótima alternativa para quem deseja iniciar suas atividades sem precisar dividir o equity da empresa ou ter novos sócios.

2. Investimento-anjo

Acontece quando empresas físicas destinam seu capital próprio para novas companhias, visando alavancar seu crescimento. Geralmente aplicado em negócios com alto potencial de retorno, o investimento-anjo oferece, além de capital, aplicação de conhecimentos, experiência e a criação de uma rede de relacionamento para a startup.

O investidor-anjo geralmente assume uma participação minoritária na empresa, devido ao risco de investir num projeto em fase inicial. Além disso, ele costuma atuar em empresas localizadas em um raio de até 200km, pois nesse tipo de investimento costuma ser necessário uma ativa participação na gestão do negócio por parte dos investidores.

O investidor-anjo é um diferencial relevante para o sucesso de startups, porque ele dá mais confiança e garante resultados mais seguros quando obtém investimentos mais altos com fundos ou com outras organizações que demonstram interesse no nicho em que a startup trabalha.

Para atrair o investidor-anjo, vale a pena o negócio se sustentar em alguns pilares, como: inovação, escalabilidade, amplitude de mercado, empreendedores que efetivamente gostam do que fazem.

3. Capital semente

É destinado a empresas que tenham produtos no mercado e razoável faturamento. Nesse caso, o capital semente serve para apoiar a implementação e a organização de operações, ajudando a capacitar gerencial e financeiramente o negócio.

Existem diferentes fases no processo de implantação de uma startup. São elas:

  • Estágio de concepção;
  • Estágio de desenvolvimento de protótipos;
  • Estágio inicial;
  • Fase de crescimento.

O capital semente costuma ser aplicado em empresas somente nas fases iniciais, mais precisamente até o estágio de desenvolvimento de protótipos — ou seja, antes de os produtos ou serviços começarem a ganhar projeção no mercado.

4. Incubadoras

Visando a criação ou o desenvolvimento de micro e pequenas empresas, as incubadoras oferecem apoio na modelagem do negócio, nas técnicas de apresentação, entre outros. Como o próprio nome sugere, esse tipo de investimento procura contemplar empresas em seu início de atuação.

5. Aceleradoras

As aceleradoras são um tipo específico de incubadora. Nesse caso, entretanto, existe uma complexidade maior, que tem a ver com o tempo de investimento. A ação de uma aceleradora funciona a partir de um processo que oferece consultoria e treinamento por um período curto em troca de participação acionária, visando acelerar o crescimento da empresa.

6. Venture Capital

Nessa modalidade o investidor compra uma participação acionária, visando a valorização das ações. Geralmente, o Venture Capital é aplicado em startups que apresentam potencial elevado de valorização. É a alternativa mais recomendável para PMEs.

São investidores de risco que procuram por empresas de médio porte, já com um faturamento expressivo. Nesse caso, o Venture Capital funciona como uma alavanca financeira para que a startup alcance o máximo de seu potencial.

7. Venture Building

Nessa modalidade o que existe é uma mescla. Nela aparecem elementos de incubadoras, aceleradoras e Venture Capital. Oferecendo planejamento estratégico, captação de recursos e estrutura física, a Venture Builder tem como objetivo ajudar a construir o negócio, o que representa a grande diferença dela em relação ao Venture Capital — na qual não há tanto envolvimento com o aspecto operacional da startup.

Assim, os Venture Builders se responsabilizam pela obtenção de capital e recursos humanos para a empresa, contratam gerentes de desenvolvimento de negócios, executam campanhas de marketing para divulgação das startups, entre outros.

8. Financiamento bancário

Acontece quando a captação de recursos é realizada a partir de instituições financeiras, que podem ser públicas ou privadas. No caso, ela só é aprovada quando a ideia já saiu do papel, uma vez que a empresa estar em atividade é requisito básico para esse tipo de financiamento. Assim, existem opções de empréstimos com juros subsidiados.

9. Subvenção econômica

É quando é realizado o apoio financeiro para a empresa por meio da aplicação de recursos públicos, nesse caso, não reembolsáveis. Assim, o investidor compartilha com essa empresa os riscos e os custos que farão parte do projeto.

Trata-se de um tipo de investimento destinado a agências de fomento e inovação pública, geralmente ligado a universidades no apoio a empresas ou projetos. Em troca desse apoio, as instituições obtêm uma porcentagem da propriedade intelectual do que será desenvolvido.

10. Crowdfunding

Também chamado de “financiamento coletivo”, esse modelo funciona a partir de doações, de modo que os doadores não têm direitos sobre as empresas nas quais investem. Baseado em ambiente online, o crowdfunding costuma arrecadar excelentes recursos para alavancar o lançamento de projetos como shows, filmes, livros e startups.

Startups podem usar o chamado Equity Crowdfunding em suas fases iniciais. Para tanto, basta formalizar seu negócio e disponibilizar o projeto numa plataforma virtual de investimento. Se a ideia for interessante, um investidor âncora passará a atuar na curadoria do projeto visando ampliar seu crescimento e o interesse de outros investidores.

Todas as pessoas que participarem receberão títulos a serem convertidos em ações, a partir de operações regulamentadas na Bolsa de Valores. O Equity Crowdfunding é, certamente, uma das mais modernas formas de captar investimento.

Bônus 1: A importância de captar investidores para as startups

Depois de mostrarmos as diferentes maneiras de captar investidores para sua startup, vamos falar um pouco mais sobre a importância de fazer isso. Uma organização que está começando precisa de dinheiro para dar continuidade às suas atividades e crescer. Quando falamos de startups, as questões são ainda mais complicadas já que o negócio surge de maneira informal e nem sempre tem os subsídios financeiros necessários que garantam seu crescimento.

Claro que os aportes em dinheiro são fundamentais para a formulação e a execução de alguns projetos. Não são todas as startups que podem investir por meio de bootstrapping. É hora de considerar, então, as diferentes possibilidades de captar investimento.

Um dos mais comuns investidores é o investidor-anjo, que agrega valor ao negócio, superando até o capital investido. Quanto mais próximo o investidor-anjo estiver do empreendedor, melhor será para a startup, porque fica mais fácil criar um relacionamento mais transparente e com expectativas alinhadas entre as duas partes, de forma que a contribuição dada seja a ideal para o desenvolvimento do negócio.

Os financiamentos bancários nem sempre são viáveis, porque, muitas vezes, existem dificuldades em obter empréstimos junto a bancos, a não ser em algumas instituições que fomentam atividades comerciais e oferecem condições especiais de financiamento e empréstimo.

O investidor-anjo é um elemento atípico no relacionamento empresarial, já que pode participar de diversos modos no negócio. Ele pode participar como mentor ou conselheiro no começo da startup, orientando os passos iniciais, pode ajudar na gestão dos projetos, receber percentuais em cima dos lucros e, ainda assim, não se transformar em um sócio formal da empresa.

Independentemente de qual a forma escolhida, ou formas, para captar investimento, trata-se de uma medida importante, porque permite à startup dispor de capital de giro suficiente para se manter no mercado e ir crescendo conforme seu potencial.

Bônus 2: As vantagens de captar investidores

Cada forma de captação de investimento tem suas vantagens específicas. Por exemplo, o bootstrapping:

  • é um investimento próprio;
  • não há endividamento com terceiros;
  • não há dependência de alguma pessoa física ou jurídica externa.

Os financiamentos bancários muitas vezes:

  • oferecem opões de juros baixos e prazos longos para a startup;
  • podem fornecer tanto capital de giro como financiar algum equipamento que a empresa esteja precisando.

Os investidores-anjos:

  • ajudam tanto com dinheiro como com seu know-how;
  • facilitam o acesso da empresa ao mundo dos negócios;
  • otimizam o relacionamento dela com outras startups, potenciais clientes e até grandes empresas.

O crowdfunding, ou investimento coletivo, oferece vantagens, como:

  • os juros baixos: as taxas e os juros incidentes são considerados bem baixos quando se comparam aos vigentes no mercado convencional (não existe nenhuma instituição financeira servindo de intermediadora do valor emprestado pelos investidores);
  • a comprovação de mercado: os investidores dispostos a aplicar recursos na startup avaliam se a ideia (projeto, produto, serviço), realmente tem potencial para agradar ao público;
  • a maior visibilidade: quando o projeto é divulgado em uma plataforma de financiamento coletivo, existe uma estratégia de marketing que evidencia o projeto a nível nacional. Assim, quando se atinge uma quantidade alta de pessoas com interesse em ajudar, a startup é impulsionada, recebendo o reconhecimento de maneira sólida e eficaz;
  • o feedback imediato: o que as pessoas pensam sobre o projeto alcança rapidamente o empreendedor, ou seja, os investidores compartilham suas sugestões, críticas e elogios, facilitando os insights que ajudarão a melhorar o projeto e a criar um conteúdo que seja mais abrangente, a fim de aumentar o apoio do público.

De modo geral, podemos dizer que captar investimento:

  • facilita a aquisição e circulação de capital de giro, acelerando as atividades iniciais da startup;
  • projeta a imagem da empresa no mercado;
  • otimiza o networking;
  • torna o negócio mais escalável, promovendo seu crescimento;
  • motiva líderes e funcionários em geral;
  • melhora o fluxo de caixa, evitando gastos recorrentes em curto prazo e permitindo lucros mais imediatos.

Captar investidores é uma boa estratégia para toda startup, mas é preciso planejar e definir as melhores formas de captação, aplicando as técnicas mais eficazes para ter sucesso.

Agora que já conhece as principais formas de captação de recursos, quer saber também o que fazer quando sua startup receber investimento? Então confira o nosso e-book sobre o assunto e fique por dentro de tudo!

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