Atualizado em 05 de maio de 2021.

O mercado empresarial tem evoluído e novos modelos de negócio expandem a participação de empreendedores que querem arriscar com ideias inovadoras e atraentes.

Jovens visionários ou pessoas de carreira já consolidada estão saindo do comum das tradicionais empresas e prosperando nas chamadas startups.

Um modelo de negócio que tem se revelado como um diferencial às novas necessidades de clientes que almejam uma solução rápida frente a seus problemas.

Embora pareçam similares, as diferenças entre startup e empresa tradicional são enormes. Para desmistificar esses termos resolvemos buscar alguns entendimentos sobre o assunto e ajudar você a entender um pouco mais sobre eles.

Continue a leitura e fique por dentro!

Startup versus empresa tradicional

O termo startup surgiu em meados dos anos 90, nos Estados Unidos. Desde a expansão da internet e seus inúmeros recursos, ele tem atingido patamares cada vez maiores de evolução.

No entanto, muitas pessoas ainda confundem os seus ideais. Antes de qualquer coisa, vejamos o que caracteriza uma startup:

  • inovador: empresa não convencional focada em evoluir rapidamente propondo novas ideias como solução aos problemas (alguma “dor” específica do mercado);
  • disruptível: que cria algo novo, saindo do tradicional;
  • escalável: produz e entrega em grande escala e retorno rápido;
  • repetível: facilmente multiplicado em escala para vários clientes (como um aplicativo, por exemplo);
  • incerto: mercado pouco explorado, porém, oferece riscos.

Isto significa que por serem negócios inovadores e de um cenário ainda incerto, elas dependem de mudanças rápidas para adequarem as suas estratégias a novos cenários.

No caso de empresas tradicionais ocorre o oposto. De forma geral, não apresentam um crescimento escalável e tampouco estão preparadas para incertezas e riscos de mercado.

Isso porque elas esperam atuar em um mercado sólido e disputam com empresas que atuam no mesmo ramo.

Aqui, a inovação é substituída pelo tradicionalismo. Elas buscam:

  • atuar em mercados consolidados com soluções já conhecidas;
  • oferecer produtos ou serviços para um público-alvo já existente;
  • produzir uma demanda que já é atendida.

Importância de compreender as diferenças entre startup e empresa tradicional

Quem imagina que toda empresa nasce igual está redondamente enganado. Os meios para quem deseja criar um negócio tradicional são muito divergentes de um negócio inovador.

Para qualquer um que queria abrir um novo negócio, seja uma startup ou um restaurante é essencial compreender as diferenças entre startup e empresa tradicional.

Se formos solicitados a definir uma empresa startup e uma empresa tradicional, podemos definitivamente dar uma definição bem-estruturada de ambos os termos.

No entanto, se solicitados a diferenciar entre os dois, podemos não ser capazes de apontar instantaneamente as diferenças. O motivo é que com tantos padrões de negócios surgindo atualmente, muitas pessoas costumam se confundir com os conceitos e o funcionalismo.

Diferenças entre startup e empresa tradicional

Investir em modelos mais arrojados e inovadores, com alto grau de risco e sair da zona de conforto do habitual tem sido a fórmula de sucesso dos novos empreendedores.

No entanto, as rotas de negócios de uma startup e empresas tradicionais são diferentes e dependem muito do tipo de perfil de cada um, e da sua ideia de mercado. Até porque nem todo empreendimento que surge é um projeto inovador.

Para isso, é preciso que tenham como objetivo o crescimento rápido, visando ser uma empresa grande e em um curto espaço de tempo e oferecer um diferencial de mercado.

Para ajudar você a entender melhor a diferença entre startup e empresa tradicional levantamos três pontos importantes. Fique atento!

1. Estrutura de negócio

É notável a diferença entre a estrutura de negócio de uma startup e a dos tradicionais. Uma empresa que já está consolidada no mercado tem um fluxo de operação estruturado e direcionado aos seus processos.

Isto pode ser tanto positivo quanto negativo, pois terá mais dificuldade em se adequar às mudanças, no entanto, conta com um melhor planejamento a longo prazo.

Enquanto uma startup tem o seu foco em uma oportunidade (lembra quando falamos de resolver uma “dor” específica do mercado?) e ideia, a empresa convencional surge pela necessidade. Por isso, sua estrutura é voltada para a sua sobrevivência frente à concorrência e ao valor do retorno investido.

Um negócio tradicional demanda de uma maior dedicação, de um planejamento financeiro rigoroso, de uma estrutura hierárquica bem definida para cada profissional e suas funções. Enfim, depende de um planejamento rígido, que tem como resultado um crescimento mais lento.

No caso dos modelos inovadores, os empreendedores e toda a equipe já são preparados para lidar com eventuais riscos do negócio. Isso implica em dizer que o pensamento já é voltado para o surgimento de problemas e por uma resolução rápida e que atenda com presteza as dores do cliente.

O que demanda muita preparação, pois todos os dias pode se tornar uma surpresa e o processo estrutural deve moldar-se conforme essas novas necessidades.

2. Espírito organizacional

Uma startup é uma empresa que desde o seu nascimento é projetada para escalar e crescer diante de uma oportunidade identificada, de uma tendência ou descoberta de uma solução para um problema.

Assim como qualquer tipo de empresa, ela precisa de muita dedicação e empenho além, é claro, de um bom planejamento financeiro, tributário e trabalhista, pois nunca se sabe quando terá a oportunidade de receber um investimento, não é mesmo?

Em uma empresa tradicional, muitas vezes, os sócios projetam o seu negócio para sobreviver e preferem mantê-lo pequeno, porém controlável. Não é algo desvantajoso, pelo contrário. É uma maneira de se manter sustentável, ter a garantia de ter e cumprir demandas e gerar um bom retorno constante.

A ideia de empresa tradicional ainda é focada em estar na zona de conforto, seja por muitos mercados já estarem consolidados, ou que o próprio empreendedor não se sente seguro para lidar com novas formas de negócio.

Uma empresa com potencial inovador trabalha em um ambiente de incertezas, devendo ser muito bem planejado para crescer em receita, mas com baixos custos e sem que isso afete o modelo de negócio.

Em geral, as startups transformam seus colaboradores para que todos participem do crescimento da empresa (por muitas vezes desempenhando várias funções no início da operação) e coloquem em prática as suas ideias, pois o sucesso do negócio depende de todos.

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No caso de empresas tradicionais, os funcionários têm suas funções já bem definidas e, diante disto, fazem as suas contribuições para a melhoria dos processos e desempenho. A regra é partir do pressuposto que já existe um mercado consagrado com uma solução já existente.

3. Ambiente organizacional

Uma das grandes características de uma startup é o alto risco e incerteza de negócio. Isso significa que dificilmente você encontrará treinamentos e capacitações dentro desse tipo de empreendimento, já que a empresa ainda está moldando sua estrutura de operação junto com a sua equipe.

Pelo lado do quadro de funcionários, nota-se a proatividade. Geralmente são pessoas que estão dispostas a “apagar incêndios” e na maior parte do tempo lidam com problemas que surgem e que demandam de uma solução rápida.

No caso de empresas tradicionais a estrutura de operação é bem consolidada, os funcionários têm tudo programado e planejam as suas funções, o que reduz os riscos de incertezas. Assim, qualquer problema que surge é necessário realizar um novo planejamento e projetar ações que possam ajudar a resolvê-lo.

Por ser um modelo inovador, a startup precisa de um parceiro contábil e jurídico que ajude a definir as melhores atividades da empresa (CNAEs), tributação (Simples, Presumido e Real), além de validar se realmente o modelo de negócio tem condições de escala, principalmente no início da operação.

4. Fundos

A maior diferença entre startups e empresas tradicionais é provavelmente a quantidade de fundos. As startups estão sempre com pouco fluxo de caixa e sempre procurando mais. As instituições estão sempre em busca de lucro, mas uma semana sem vendas não terá tanto impacto no bem-estar da empresa em comparação com uma startup.

As empresas também têm mais fundos para gastar em coisas como anúncios, contratação de talentos e abertura de locais adicionais.

As startups provavelmente precisam escolher entre contratar um engenheiro suficiente e veicular anúncios online por 2 meses, por exemplo. Essa é a principal diferença. As startups precisam ser cuidadosas em cada passo que dão, enquanto as grandes corporações se recuperam mais facilmente dos erros.

5. Escalabilidade

As startups devem, por definição, ser escalonáveis. Isso é o que os torna financeiramente interessantes. Normalmente, operam com base em tecnologia e podem repetir o mesmo “truque” em novas cidades ou países.

As startups geralmente não são retidas por capital de giro, custos de produção, etc. Os custos variáveis ​​não aumentam igualmente com cada novo produto vendido.

Ou seja, devido à usual automatização e utilização da tecnologia, se uma startup agregar mais um membro da equipe, essa pessoa poderá atender potencialmente 10.000 novos clientes (ou mais).

Um ótimo exemplo é o Airbnb, que administra atualmente uma empresa de 250 pessoas com receita de $ 900 milhões em 2015.  Geralmente, somente 1 hotel de uma grande rede já oferece cerca de 250 pessoas.

Outro exemplo é a startup No Food Wasted. Eles são superescaláveis ​​e fazem a diferença nesse mundo, baseados em tecnologia. Os supermercados colocam no aplicativo os seus produtos, que estão prestes a expirar e os clientes recebem uma notificação com descontos. Uma ideia bem incrível, prática e superescalável para novas cidades e países.

Normalmente, uma empresa tradicional não é escalonável. Por exemplo, os fundadores “vendem” suas próprias horas como consultores. Ou eles vendem um produto que está sujeito a sérios custos de produção variáveis.

Vamos imaginar que você administre uma academia com um serviço de treinamento pessoal. Se você adicionar 1 funcionário, ele pode ajudar 8 pessoas por dia. Então você pode adicionar pessoas e fazer com que seu negócio cresça, mas essa não é a definição de escalável.

Você sempre precisa adicionar recursos antes de se tornar maior. Isso pode se tornar um grande sucesso para o empreendedor, mas tem seus limites.

6. Financiamento

O fato é que há muito capital no mercado. As taxas de juros são baixas, os bancos não recompensam as pessoas com muito dinheiro por mantê-lo no banco. Porém, nem todo investidor está pronto para investir em uma startup.

Elas são particularmente arriscadas devido às razões acima mencionadas. Eles operam em setores indeterminados, geram poucas receitas e demoram anos para começar a ter lucro. Logo, as startups são financiadas com base no potencial futuro e escalabilidade.

Isso não significa que o dinheiro deva ser despejado em uma startup sem um bom planejamento. Mas isso significa que, normalmente, os investimentos são baseados em intuições sobre a equipe.

Isso também significa que as startups em estágio inicial, com equipes inexperientes, acham difícil maximizar os investimentos. O que causará um gargalo como uma enorme queda financeira inicial.

O potencial e o tamanho do mercado e os alvos de aquisição em potencial também são interessantes para investidores iniciantes. Normalmente, os bancos estão fora de questão, pois o risco de inadimplência é bem alto.

Os bancos são basicamente mecanismos de hedge — mecanismo essencial utilizado para proteger investidores e assegurar menos riscos em suas aplicações —, que necessitam de algum retorno sobre sua carteira.

O crowdfunding está se tornando uma ferramenta cada vez mais popular, apesar de diversas pessoas questionarem o quão benéfico isso será para os investidores futuramente. As empresas tradicionais são mais frequentemente adequadas para financiamento bancário ou instituições de investimento mais tradicionais.

Existem exemplos comprovados de negócios bem-sucedidos, o investimento de capital é geralmente menor do que para uma startup e as receitas de curto prazo são mais prováveis. Com um plano sólido, deve ser mais fácil para um negócio inicial levantar capital.

Se uma empresa tradicional já está um pouco mais à frente e está obtendo receitas, os investidores olharão os livros e aplicarão alguns mecanismos de avaliação mais tradicionais e olharão também os livros de anos anteriores.

7. Custos

As startups não ganham lucros desde o primeiro dia de seu início. O empresário tem de trabalhar para o crescimento e desenvolvimento da empresa ao nível dos serviços, produtos e atendimento aos clientes.

A empresa tradicional como em qualquer outra empresa, também visa obter lucros. Porém, a diferença é que essas empresas visam gerar lucros somente para os proprietários ou apenas para os operadores. E dessa forma, na maioria das vezes, acabam ganhando mais dinheiro do que investiram.

8. Inovação

Geralmente, as startups definem sua jornada como uma instituição que está tentando solucionar problemas, por meio da inovação. Em outras palavras, as startups sempre estão de olho em um problema e acreditam firmemente que seus produtos e serviços prestados são a chave para resolver esses gargalos.

Devido ao fato de precisar desse modelo de negócio de rápido faturamento e crescimento, geralmente uma startup é inovadora em seu setor.

Já a empresa tradicional, por mais que possa oferecer traços muito inovadores, não será uma inovação em seu setor e nem procurará ser destaque na área, pelo menos por um prazo menor.

Lançar-se como empreendedor, conhecer as diferenças entre startup e empresa tradicional e escolher seu modelo de negócio requer um bom planejamento e a identificação do perfil de atuação. Muito além da necessidade de ter a própria empresa é preciso conhecer as potencialidades do mercado e se você está disposto a correr os riscos existentes.

Ficou alguma dúvida sobre o assunto? Gostaria de fazer alguma observação? Então, deixe seu comentário abaixo!

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