Boa parte dos trabalhadores brasileiros provavelmente consideraria a oportunidade de desenvolver suas funções do conforto do seu lar um sonho. Isso passou a ser possível a partir da reforma trabalhista e das mudanças na CLT, que tornam mais claras as regras para a contratação home office.

Os benefícios para os empregados são aparentes. Porém, não são só eles que saem ganhando. Com a nova opção, a empresa tem a oportunidade de enxugar os custos sem perder a qualidade de seus processos. No entanto, deve realizar uma escolha adequada às suas necessidades e demandas.

Por essa razão, preparamos este conteúdo. Nele, você entenderá exatamente o que é o modelo de contratação home office, por que vem se tornando uma tendência de mercado e quais são os cuidados que devem ser tomados ao escolher essa alternativa. Ficou curioso? Confira agora!

O que é o modelo de contratação home office?

A contratação home office (ou teletrabalho, como é denominada pela reforma trabalhista) é conhecida de muitos autônomos e profissionais liberais. No entanto, ela vem se tornando cada vez mais clara para empresas que contratam profissionais para trabalhar fora das suas dependências.

A escolha do ambiente, nesse caso, é do próprio colaborador, que pode trabalhar de dentro da sua casa, cibercafés, hotéis ou qualquer lugar com uma boa conexão de internet. A sua gestão e acompanhamento são realizados eletronicamente, por ferramentas específicas para isso.

É importante entender que o teletrabalho não é o mesmo que trabalho externo, em que o funcionário realiza assistência em campo, vende de porta em porta ou faz entregas, por exemplo.

Por que vem se tornando uma tendência de mercado?

A contratação home office vem se tornando uma tendência por diversas necessidades da empresa que podem ser melhor supridas a partir dessa modalidade. Para tanto, é preciso que ela identifique as reais demandas que possui. Por exemplo:

  • se o trabalho pode ser realizado fora da empresa sem prejuízos (vendas por telefone, programação, redação etc.);
  • se o profissional contratado tem perfil para assumir uma rotina flexível;
  • se os custos de implementação são inferiores à economia realizada pelo modelo de contratação;
  • se a presença do colaborador é realmente dispensável no ambiente empresarial.

Quando as respostas para essas afirmativas são positivas, é bem provável que a empresa tenha muito o que ganhar com essa opção. Além disso, a contratação home office é um meio de motivar os colaboradores, aumentar sua qualidade de vida, atribuir autonomia à sua rotina, eliminar fatores de estresse (como pegar trânsito todo dia), além de outros benefícios.

Paralelamente, a empresa ainda diminui a necessidade de investimento em infraestrutura no espaço empresarial, gastos com água e luz, custos com benefícios como vale-transporte e vale-refeição, entre outros.

Quais cuidados devem ser tomados ao optar por esse modelo de contratação?

Se a empresa identificar que esse é, realmente, o melhor modelo que ela pode adotar, é o momento de atentar para alguns detalhes. Confira 5 cuidados a serem tomados antes de decidir pela contratação home office.

1. Controle de jornada

Diferente de outros regimes de contratação, no home office, o colaborador é o responsável por definir sua jornada de trabalho, desde que cumpra os prazos predispostos. Dessa forma, não existe a necessidade de controlar o período de realização das atividades com o tradicional relógio-ponto.

Em contrapartida, o profissional acaba não recebendo o pagamento de horas-extras. Isso acontece porque a empresa fica impossibilitada de fiscalizar os horários de trabalho.

Para otimizar o acompanhamento e as métricas de produtividade, por exemplo, é interessante adotar alguma metodologia de mensuração, seja por relatórios ou softwares de workflow.

2. Regras de saúde e segurança

No artigo 75-E da reforma trabalhista, fica definido que o profissional deverá receber instruções do empregador sobre os métodos de precaução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Logo, é responsabilidade da empresa comunicar ostensivamente sobre tais assuntos.

Além disso, o colaborador deverá assinar um termo de responsabilidade, reconhecendo as instruções sobre saúde e segurança e se comprometendo a cumpri-las.

3. Contrato individual de trabalho

O primeiro passo para formalizar a contratação home office é instituir o vínculo de trabalho remoto pela assinatura da Carteira de Trabalho, especificando todos os termos sobre o serviço em anexo. Além das informações convencionais dos contratos, é preciso constar:

  • a opção pela modalidade do teletrabalho ou home office;
  • a declaração da ausência de pagamento das horas-extras trabalhadas;
  • a discriminação das atividades que devem ser realizadas pelo profissional;
  • o modo de compensação de despesas;
  • a ciência de que os bens e valores fornecidos não integram salário.

Para garantir as exigências legais, é importante buscar o auxílio de uma assessoria jurídica e tomar algumas medidas, por exemplo, realizar a cópia das páginas de anotações como medida de segurança em caso de extravio do documento.

4. Características do candidato

Outro aspecto fundamental para a contratação home office é se certificar da escolha de um candidato capacitado para trabalhar com tamanha autonomia e flexibilidade. Para isso, é preciso atentar às características do profissional.

Um ponto indispensável para a boa relação trabalhista é uma comunicação eficiente, afinal, é por meio dela que a eficácia do trabalho será garantida. A clareza no alinhamento das tarefas dará precisão à sua execução.

Além disso, é preciso prestar atenção a outros atributos comportamentais, como:

  • comprometimento;
  • responsabilidade;
  • proatividade;
  • disciplina;
  • organização;
  • capacidade de decisão;
  • criatividade na resolução de problemas.

5. Ferramenta de gerenciamento online

Para tornar o teletrabalho mais fácil e eficaz, é preciso investir em algumas ferramentas digitais de gerenciamento online. Elas facilitarão a execução do trabalho e permitirão ao gestor acompanhar o progresso de cada atividade.

Existem muitos recursos gratuitos disponíveis no mercado. As principais necessidades giram em torno de:

  • uma ferramenta para gestão de projetos que permita acompanhar o andamento das atividades, prazos e outros detalhes;
  • um aplicativo ou software de gestão de tempo que mensure o tempo trabalhado (útil para medir a produtividade);
  • um software de comunicação profissional com o colaborador que permita realizar reuniões;
  • uma opção de armazenamento de arquivos compartilhados na nuvem.

Como você viu até aqui, a contratação home office pode gerar inúmeros benefícios, tanto para o colaborador quanto para a empresa. Para isso, ele precisa ser bem gerenciado e estar alinhado com as necessidades do negócio.

Agora que você já sabe como garantir uma contratação home office eficiente, além de uma boa relação de trabalho, que tal continuar expandindo seus conhecimentos? Confira o nosso post sobre quais são os documentos necessários para contratação!

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