Com um mercado variado e dinâmico, cria-se uma ampla concorrência entre as empresas para atender às exigências do consumidor. Todo esse fervor de mercado estimula a formação de novas modalidades e de serviços, tornando necessário o entendimento sobre as diferenças entre startup e empresa tradicional.

De acordo com o SEBRAE, foram criadas cerca de 1,5 milhão de micro e pequenas empresas no Brasil, em 2019. O empreendedorismo é um sonho de muitas pessoas que desejam iniciar uma história de dedicação a um negócio próprio. 

No entanto, para realizar esse desejo, é preciso conhecer os modelos de negócio existentes, especialmente o de startup. Se você quer entender melhor sobre esse universo, fique conosco e descubra o que é uma startup e, principalmente, como ela se diferencia das empresas tradicionais. Boa leitura!

O que é uma startup?

O conceito de startup está diretamente relacionado a uma empresa com ideias inovadoras, que, mesmo em sua fase inicial, tem um enorme potencial de crescimento e expansão no mercado. Sua atuação pode acontecer em qualquer área, e a tecnologia é um ponto crucial para suas operações.

No entanto, não é possível afirmar que toda nova empresa é uma startup, do mesmo modo que uma startup poderá assumir outra modalidade ao longo do tempo. Para que seja possível diferenciar startup e empresa tradicional, é preciso observar se o negócio está entregando uma proposta inovadora no mercado.

Isso significa que abrir uma loja de roupas convencional não é o mesmo que iniciar uma startup, pois esse modelo já foi testado e comprovado como viável. Portanto, é necessário que o modelo de negócio seja “novo” e inovador (um e-commerce, por exemplo) sendo baseada em tecnologia.

Como ela se diferencia das empresas tradicionais?

Existem outras diferenças que caracterizam essa modalidade de atuação. Confira a seguir.

Estrutura do negócio

A estrutura de um negócio é o que determina o seu funcionamento. Ela envolve a forma como a empresa lidará com as questões relacionadas a finanças, despesas, atividades-fins, clientes e outros. Quando se trata da abertura de um empreendimento convencional, é elaborado o chamado plano de negócios.

Em uma startup, o cenário é conhecidamente dinâmico, instável e até imprevisível. Por isso, um plano de negócios teria uma durabilidade muito curta, exigindo frequente refação por se tornar obsoleto. Para evitar esse viés trabalhoso e pouco útil, as startups utilizam uma ferramenta chamada de Quadro de Modelo de Negócios — Business Model Canvas.

Esse recurso apresenta, de forma sucinta, todos os aspectos relevantes de um modelo de negócios, porém na forma de blocos que compõem um quadro. Isso confere ao plano de negócios uma forma flexível para acompanhar todas as fases iniciais do negócio.

Nada disso substitui o plano convencional, mas facilita o estabelecimento de elementos de teste e sua execução. À medida que eles são validados, podem compor um plano de negócios formal.

Escalabilidade

Outra característica essencial na diferenciação entre startup e empresa tradicional é a escalabilidade do negócio. Escalar um empreendimento significa estabelecer condições de crescimento sem que isso aumente os custos nas mesmas proporções. Desse modo, o faturamento pode ser ampliado exponencialmente, mantendo baixos custos operacionais.

Ambiente organizacional

Não é apenas em relação às questões formais do negócio que a startup e a empresa tradicional se diferenciam. O ambiente organizacional também experimenta uma realidade bastante distinta, a começar pela forma de gerenciar as atividades diárias.

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A gestão de startups é extremamente flexível, prática e simples. Enquanto uma empresa conta com diversas camadas para decisão, a startup simplifica e dá autonomia, preparando cada colaborador para atuar como se fosse o próprio dono do negócio.

Além disso, o ambiente costuma ser bastante criativo e dinâmico, já que startups priorizam a inovação, a transformação de processos e a eficiência. Isso torna o ambiente mais divertido e propício ao empreendedorismo.

Os espaços podem ser integrativos quando presenciais ou ter equipes trabalhando remotamente, as relações de trabalho são baseadas em cooperação e colaboração, o espírito de equipe (muitas destas multidisciplinares) está presente na execução de tarefas e o sentimento de pertencimento é algo indispensável. Essa abertura à troca de ideias e à criação de soluções transforma as startups em lugares atrativos para se trabalhar, especialmente para as novas gerações.

Elaboração e ação do planejamento estratégico

Você já deve ter percebido até aqui que o dia a dia de uma startup é ágil, prático e enxuto. Velocidade é algo muito importante, tanto na implementação quanto no ajuste de práticas. Diferentemente das empresas tradicionais, as startups não se atêm aos longos planejamentos estratégicos, eles podem ser quebrados em períodos menores (semestrais, trimestrais, bimestrais) para se ter resultados em menos tempo para análise. A ordem é a adaptação.

Isso não dispensa a necessidade de um planejamento em si, afinal os investidores precisarão de um “plano de voo” para decidir aplicar seu dinheiro. No entanto, a visão de negócio e as estratégias de gestão de risco têm um apelo muito mais forte do que a definição de um plano engessado.

Na prática, a empresa acaba funcionando como um grande laboratório onde erro e acerto precisam acontecer rápido para que o sucesso seja alcançado.

Gestão de riscos

Por atuar em um cenário totalmente instável, as startups precisam ter uma boa capacidade de gestão de riscos. A oscilação de mercado existe em qualquer cenário, para startup e empresa tradicional, sendo que a diferença é que, naquelas já validadas, existe um modelo de negócio a ser seguido.

Na startup, a equipe está desbravando um campo de atuação totalmente novo e precisa descobrir, por si só, como atravessar os riscos inerentes sem pôr tudo a perder. Por isso, a tecnologia é um fator que faz toda a diferença. Além de ajudar a identificar tendências, ela agiliza o redirecionamento da atuação.

Com isso, se a startup precisar abandonar completamente um método adotado, ela terá condições de recomeçar (pivotar no termo das startups). Nesse aspecto, o perfil da equipe também tem forte apelo. Como os riscos não são programados nem podem ser previstos, é indispensável uma equipe flexível, criativa, empreendedora, multidisciplinar e proativa.

As startups são essenciais para o desenvolvimento rápido e preciso de novas soluções de mercado. Sua filosofia de praticidade e simplicidade são fatores essenciais que podem ser adaptados para grandes negócios. 

De certa forma, pode-se afirmar que o mercado depende das startups para lançar novas resoluções para as demandas dos clientes. Afinal, grandes corporações não costumam adaptar-se tão rapidamente às oscilações que ocorrem.

Depois de tudo que vimos neste post, você já compreende exatamente quais são as diferenças entre startup e empresa tradicional. Mesmo assim, caso tenha ficado com alguma dúvida, pode deixá-la nos comentários!

 

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