Além de operações, tecnologias envolvidas e aquisição de clientes, o departamento financeiro de startups é um dos responsáveis pelo crescimento sustentável desses empreendimentos. Isso porque as tarefas do setor aumentam de volume conforme o número de clientes cresce.

Portanto, se ele não for bem adaptado ao negócio, enxuto e escalável, pode gerar problemas internos em proporção ao crescimento da empresa. Para ter um setor de finanças que auxilie no crescimento do negócio, a solução pode ser estruturá-lo internamente ou terceirizá-lo. Mas como avaliar as possibilidades?

Essa análise depende de um olhar clínico para dentro da própria startup. Veja quais características avaliar na empresa antes de decidir entre criar um setor e terceirizar atividades.

 

Avalie o tamanho da empresa

Uma empresa de grande porte naturalmente tem mais movimentações e pode também necessitar atenção a mais detalhes de atividades entre o conjunto total de tarefas. Por outro lado, um negócio menor tem menos demanda de trabalho para o financeiro e, consequentemente, menor volume de informações e atividades gerenciais para o setor.

Diante disso, pode ser mais adequado à empresa de grande porte ter o próprio setor para garantir mais controle sobre ele e personalizá-lo. Porém, existe a possibilidade da grande organização contar com uma assessoria especializada para ajudá-la a estruturar da melhor forma a área financeira, mantendo-a enxuta e escalável.

Já o departamento financeiro de startups pode ser terceirizado para funcionar com eficiência e ao mesmo tempo evitar as despesas de montar todo um departamento a mais.

Observe o ciclo de vida do negócio

Podemos separar o ciclo de vida de uma startup nas fases de ideia e pesquisa, validação e construção e crescimento e escala.

Empresas de grande porte normalmente estão na fase de crescimento e escala, com geração de caixa fluida, fatia de mercado sólida e departamentos já criados e bem estruturados. Sendo assim, o financeiro pode ser um desses setores.

Como o ciclo de vida geralmente tem a ver com o tamanho de uma startup, as que estão nas primeiras fases normalmente são de portes menores. Portanto, têm menos recursos para gastar e ainda estão passando por mudanças de maneira mais rápida. Nesses momentos, o ideal é contar com uma solução eficiente, menos onerosa e que se encaixa melhor em um ambiente com mudanças frequentes: a terceirização.

Atente aos objetivos da empresa

Movimentações operacionais e estratégias da empresa também influenciam na escolha entre um setor interno ou terceirizado.

Por exemplo, se o próximo objetivo do negócio é internacionalizar suas operações, mesmo que ele ainda não seja de grande porte, é mais fácil manter o financeiro dentro dele próprio. Ao mesmo tempo que essa nova fatia de mercado gera muito mais movimentação, também exige maior personalização das tarefas e da gestão, já que adiciona uma nova moeda às movimentações e adequação de transações ao sistema financeiro e à contabilidade do Brasil.

Em outra hipótese, se o objetivo é somente o de crescer dentro do país, de maneira que as tarefas do financeiro apenas tenham maior volume, mas sejam processadas e concluídas sem mudanças, o outsourcing pode atender à startup e ajudá-la a se manter enxuta.

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Profissionais necessários para um setor interno

Nem sempre as empresas com departamentos internos possuem todos esses profissionais, mas citaremos os diversos perfis de colaboradores da área de forma hierárquica, iniciando no topo.

CFO ou diretor financeiro

O Chief Financial Officer é o gestor maior do departamento, responsável por gerenciar os demais profissionais, acompanhar o funcionamento do setor, analisar indicadores, estabelecer metas dentre outras atribuições.

Em suma, é o profissional com maior responsabilidade estratégica no departamento — participando até do planejamento estratégico global do negócio —, inclusive simulando e prevendo cenários e planejando ações para a empresa reagir ou adiantar-se a eles.

Controller

Também chamado de gerente de controladoria, o controller é responsável por planejar e coordenar a execução de ações para prazos curtos e longos.

Como o CFO, também tem participação estratégica no financeiro, é multitarefas e precisa ter conhecimentos diferenciados, como de contabilidade e da área fiscal. Por isso, trabalha junto ao diretor financeiro e ajuda a gerenciar o departamento.

Coordenador

Além de coordenar os profissionais que cuidam das tarefas operacionais do financeiro, ele também os supervisiona, tendo contato mais direto com os auxiliares e assistentes.

Entre as suas atribuições, estão garantir que os processos sejam seguidos e funcionem corretamente, que indicadores de desempenho, e mesmo alguns que não sejam financeiros, estejam dentro do esperado e resolver problemas surgidos durante as atividades recorrentes, como pagamentos de contas e faturamento.

Analista financeiro

Como o nome já diz, esse profissional é o que mais emprega esforços em análises na busca de oportunidades e respostas que surgem dos mais diversos números. Então, ele pode constatar:

  • oportunidades de redução de custos;
  • oportunidades de aumento de margem de lucro;
  • necessidade de reformular a precificação;
  • possibilidades de investimentos;
  • necessidade de mudanças em estratégias de investimentos.

Assistentes e auxiliares

Em maior número, esses profissionais formam a equipe de pessoas que processa os dados e mantém o funcionamento do setor, executando tarefas como:

  • emitir cobranças ou configurá-las;
  • realizar pagamentos;
  • exportar dados pedidos por outros setores, como contabilidade;
  • elaborar e emitir relatórios;
  • fazer conferências;
  • fazer lançamentos e registros.

Conclusivamente, podemos dizer que fazer uma estruturação interna é mais coerente a partir de um determinado tamanho da empresa ou de um ciclo de vida mais avançado, que em geral possuem relação direta. O que corrobora essa conclusão é o fato de um setor necessitar de diferentes profissionais, estrutura física e tecnológica, o que exige que exista caixa disponível para a implementação, não afetando a saúde financeira.

Os objetivos operacionais também influenciam na escolha, já que um negócio com muitas peculiaridades pode dificultar seu encaixe nos processos padronizados de uma terceirização.

Logo, o departamento financeiro de startups menores e em ciclos mais primários de vida pode ser mais facilmente terceirizado, o que reduz seus custos e o número de fatores a serem gerenciados por seus responsáveis.

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