A inovação aberta para startups é uma excelente rota seguida por grandes empresas que queiram inovar e envolvem startups com os mais diversos perfis de soluções e modelos de negócios. Na prática, a inovação tradicional foca na inovação fechada, ou seja, tende a ser não colaborativa no ecossistema que está inserida.

Isso faz com que a somente a visão da empresa ou do squad responsável pelo projeto seja levada em consideração. Por outro lado, a inovação aberta valoriza a colaboração com o intuito de criar ideias, metodologias e produtos transformadores.

Esse caminho é seguido por grandes empresas que buscam desenvolver competências e aprender com os players que estão na vanguarda de processos inovadores. Como esse assunto é importante para a gestão das startups, decidimos listar os principais benefícios dessa iniciativa. Continue lendo para saber mais!

1. É simples de colocar em prática

Quando Henry Chesbrough, professor da universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, propôs esse conceito, causou grande surpresa devido a sua simplicidade. O Open Innovation — ou inovação aberta, em português — determina como a inovação pode surgir.

Nesse caso, não precisa partir de dentro e também não depende unicamente da empresa. A ideia é criar um processo de inovação colaborativo no qual indivíduos e organizações de diversas áreas e níveis de experiência interajam.

Não estamos falando apenas de networking, mas de um processo complexo que permite unir forças e recursos, que possam contar com um espaço voltado para interação.

2. Não viola segredos industriais

Geralmente, as empresas mantêm as suas novidades como segredos de Estado. Contudo, a ideia é quebrar esse tabu para favorecer a troca de ideia e a criação de parcerias que geram benefícios mútuos.

Aspectos confidenciais e estratégicos são mantidos em sigilo, porém, temas gerais podem ser discutidos abertamente. O objetivo é romper com a rigidez do conceito de inovação tradicional e abrir espaço para que desafios sejam superados em conjunto.

3. Ajuda na disseminação de conhecimento

Segundo as palavras do próprio Chesbrough, um dos princípios da inovação aberta é a possibilidade de interagir com outras culturas organizacionais, mindsets e conexões.

Com isso, o fluxo de conhecimento passa a assimilar novos aprendizados tanto de fontes internas como externas. Essa abordagem é considerada disruptiva e compatível com a operação de startups.

Nesse caso, o ambiente empresarial e acadêmico são usados como meios para disseminar ideias, e ajudar a aprimorar elementos da gestão.

4. Cria um ambiente favorável à inovação

A inovação aberta pode assumir várias formas, contudo, o modelo mais comum são organizações vinculadas a instituições de ensino ou incubadoras. Há, também, serviços de apoio ao empreendedorismo e entidades vinculadas a setores específicos da economia, como é o caso da indústria.

Essa mescla de experiências é muito favorável a empresas iniciantes. Como resultado, tal iniciativa funciona tão bem, porque conta com times mistos que possuem vivências complementares.

A criação de diversidade é bastante enriquecedora e pode ser disseminada por meio de seminários, encontros e outros eventos que facilitam a troca de experiência.

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Essa é uma oportunidade única para as empresas que desejam atrair potenciais, investidores, mentores e conselheiros que fomentem o saber acadêmico e o desenvolvimento prático.

5. Reduz o tempo entre desenvolvimento e comercialização

Pesquisa e desenvolvimento é uma das áreas que mais recebe investimentos, e por um bom motivo. Esse é o ponto de origem das inovações que vão partir da sua empresa.

Contudo, é preciso manter um equilíbrio delicado entre o tempo dedicado ao processo criativo e o produto final para oferecer o retorno esperado pelo empreendedor. É por isso que é tão importante contar com insights de várias fontes.

Isso vale tanto para grandes corporações como para startups que ainda estão galgando os primeiros passos. Assim, existe um ambiente propício a troca de experiências, o que ajuda a conhecer e aproveitar as tendências ainda na sua fase inicial.

No futuro, o objetivo é assumir a posição de criador de inovações e ser conquistar reconhecimento pelo lançamento de projetos bem-sucedidos.

6. Reduz de custos operacionais

A inovação aberta também está ligada à economicidade do processo de criação. Afinal, a precificação dos produtos e serviços ajuda a atrair potenciais clientes.

Esse é um diferencial alinhado com os princípios da inovação aberta, pois ajuda a identificar parceiros para dividir parte do investimento a ser aplicado. Investidores-anjo são um bom exemplo de pessoas que trabalham com esse tipo de incentivo.

Além disso, o acesso a outras tecnologias e modelos de trabalho que podem ser combinados para criar algo é uma possibilidade com resultados eficientes.

7. Cria novos mercados com a inovação aberta para startups

Ao contrário da inovação tradicional, na qual as mudanças acontecem de maneira fechada e internalizada com times da própria organização, esse modelo busca criar novidades que, de fato, envolvam e modifiquem o mercado.

O princípio que move essa iniciativa é criar algo completamente novo devido ao envolvimento de parceiros com perfis diversos. Quando uma ideia atinge esse patamar é que podemos falar do lançamento de um novo mercado.

8. Minimiza o risco de rejeição do produto

Quando aplicado ao lançamento de produtos e serviços, a inovação aberta desempenha um papel essencial na criação do ponto de partida da ideia.O objetivo dessa fase é contar com o apoio de empresas e profissionais que já passaram por esse processo e que podem compartilhar as suas experiências.

É natural que testes e pesquisas sejam conduzidos internamente para determinar a viabilidade e o potencial de sucesso de um novo produto. Porém, ao abrir espaço para a colaboração, isso faz com que esse processo não seja algo isolado, mas parte de um esforço focado em aumentar as chances de sucesso.

Essa prática da inovação aberta promove um ambiente de troca e interação. Como consequência, também possibilita a redução do risco e do potencial de perdas acontece em decorrência:

  • da realização de testes;
  • da interpretação de feedbacks;
  • da análise de dados confiáveis;
  • de melhorias implementadas pós-lançamento.

A inovação aberta para startups também pode ser criada dentro da própria empresa que deseja desenvolver esse espaço de troca. Contudo, para que essa iniciativa dê certo, é importante conhecer as particularidades desse modelo e contar com o apoio de instituições que já atuam com esse método.

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