Termos como fintech e startup estão cada vez mais presentes em conversas dentro e fora do ambiente corporativo.

Esse é o resultado da transformação digital pela qual o mercado financeiro está passando e mudando a forma como instituições bancárias são vistas pelos seus usuários.

Esse é o momento ideal para lançar novas ideias e transformar projetos em negócios sólidos. Nesse cenário, a exploração de recursos tecnológicos e o desenvolvimento de ferramentas disruptivas vai se tornar uma constante.

Se você quer se preparar para esse contexto, leia o nosso artigo para conhecer mais sobre os desafios e as oportunidades desse setor. Confira!

Quais as diferenças entre fintech e startup?

Embora esses termos sejam usados com frequência, algumas pessoas ainda têm dúvidas quanto ao seu real significado.

Por exemplo, você sabia que uma fintech pode ser uma startup, mas nem toda startup pode ser chamada de fintech? Mas calma, vamos esclarecer cada termo nos tópicos abaixo.

Fintech

O termo fintech refere-se a Financial Technology (tecnologia financeira), ou seja, novas tecnologias utilizadas para aprimorar e automatizar os serviços financeiros.

Inicialmente, esse termo era utilizado para descrever as inovações das instituições bancárias tradicionais, como é o caso do internet banking.

Hoje, porém, a expressão está profundamente ligada ao atendimento das demandas dos clientes, desde os serviços mais comuns até os investimentos em criptomoedas.

Geralmente, esse termo se aplica a desenvolvimentos tecnológicos nessa área, contudo, o acesso à internet ajudou a ampliar o número de clientes que podem ser atendidos.

Aumentar a acessibilidade foi o que tornou as fintechs tão atrativas, pois possibilitou que um público maior pudesse usufruir desses serviços.

Os tipos de empresas incluídas nesse conceito também mudou, não estamos falando apenas de bancos, mas seguradoras, corretoras e fintechs de pagamentos e educação financeira.

Tudo isso motivou aportes na área para garantir que as empresas desse setor recebessem os recursos para continuar a modificá-lo. Em contrapartida, os lucros também têm sido expressivos, o que atrai a atenção de mais investidores.

Startup

Startup é uma expressão que está no nosso vocabulário há bastante tempo. Mesmo que você ainda não conheça o seu significado, certamente já teve contato com alguma empresa desse tipo.

As startups são conhecidas pela sua capacidade de lançar produtos ou serviços que, até então não existiam ou não eram acessíveis em larga escala.

Essas são empresas jovens e modernas, isso faz com que:

  • busquem eliminar a burocracia;
  • causem mudanças no segmento em que atuam;
  • incentivem a inovação e o processo criativo;
  • desenvolvam um modo de pensar diferente;
  • não se prendam a antigos modelos de gestão.

Superficialmente, as startups funcionam como qualquer outra organização empresarial. Existem produtos e clientes, a liderança gerencia o trabalho da equipe e há relações com fornecedores. Porém, a diferença é como colocar esse processo em prática.

A ideia da gestão de uma empresa tradicional é replicar os métodos que já foram testados e funcionam. As franquias, por exemplo, funcionam segundo essa metodologia.

Já as startups são construídas com base em uma cultura que busca criar características únicas, que fogem do padrão predominante.

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Além disso, outra diferença é a velocidade do crescimento. Os produtos de uma startup nunca permanecem os mesmos, pois valorizam a melhoria contínua para oferecer mais aos potenciais consumidores.

Isso ajuda a expandir a base de clientes em um curto período, o que, por sua vez, garante o capital necessário para continuar a crescer.

Quais são os principais tipos de fintechs?

O crescimento das fintechs traz consigo diversas modalidades de serviços que podem ser oferecidos. Por isso, é preciso entender quais são os principais tipos e como funcionam.

Sociedade de Empréstimo entre pessoas (SEP)

As SEP são conhecidas no mercado financeiro como peer-to-peer lending, ou seja, é uma operação de empréstimo na qual a intermediação é feita pela fintech em questão.

Os credores são pessoas ou empresas interessadas em disponibilizar recursos financeiros para os devedores. Quem obtém esse empréstimo pode utilizar o valor captado para investimento no próprio negócio.

Além disso, as fintechs são responsáveis pela análise de crédito e risco, a cobrança em caso de inadimplência e a devolução dos valores concedidos reajustados pela taxa de juros acordada.

Sociedade de Crédito Direto (SCD)

Já as fintechs enquadradas como SCD podem realizar operações de crédito somente com recursos próprios.

Apesar dessa restrição, funcionam como uma instituição financeira comum, ou seja, realizam análise de crédito, concessão de empréstimos e a cobrança de clientes inadimplentes.

Cada empresa tem autonomia para selecionar os seus clientes de acordo com critérios baseados em uma análise econômico-financeira cuidadosa. Esse fator ajuda a evitar o grau de endividamento e reduz o risco dessas operações.

Instituição de pagamento (IP)

Esse tipo de fintech não é considerada uma instituição financeira devido à limitação dos seus serviços.

De acordo com o Banco Central, uma IP está autorizada a oferecer serviços de movimentação de valores para pagamento.

Para que opere de forma regulamentada, é preciso contar com um alto nível de segurança para proteger tanto as transações como as informações pessoais de seus clientes.

Quais são os desafios das Fintechs?

Mesmo com a transformação do mercado financeiro proposta pelas fintechs, ainda há desafios que tornam o seu desenvolvimento um pouco mais lento.

Porém, os empreendedores não devem ver essas barreiras como impedimento para a execução de suas ideias, mas sim como incentivos à criatividade.

  • Obrigações regulatórias: a regulamentação das atividades das fintechs evoluiu bastante nos últimos anos, mas ainda é uma barreira a ser superada. A flexibilização dessa operação é a chave para proteger os usuários e explorar o potencial econômico dessas instituições;
  • falta de acesso à internet: mesmo com a ampliação de usuários, essa é uma questão que ainda impede o crescimento das empresas. Isso faz com que o público das classes C e D e de comunidades rurais não possam usufruir dos benefícios proporcionados por elas.

E quais são as oportunidades no Brasil?

O Brasil é o país de origem de muitas empresas que, hoje, estão entre as principais fintechs do mundo.

Esse cenário favorável motiva tanto investimentos como o desenvolvimento de novas tecnologias que podem ser aplicadas aos serviços bancários. Por isso, é importante destacar:

  • lançamento de novos produtos: muitas empresas iniciaram a sua trajetória com apenas um serviço. Porém, para continuar crescendo, é importante desenvolver uma visão sobre como melhorar a experiência do cliente;
  • busca pelo autosserviço: o funcionamento das fintechs coloca a execução do processo nas mãos dos usuários. Essa facilidade é obtida por meio de plataformas intuitiva e confiáveis;
  • pagamento por QR: essa modalidade representa um ganho de comodidade tanto para os clientes como para os lojistas que a disponibilizam. Essa tecnologia é simples de utilizar e segura, o que atrai a atenção dos usuários.

Concluindo, é inegável que o cenário atual é muito favorável à criação de fintechs e startups. Afinal, o mercado é bastante receptivo a inovações que solucionam antigos problemas do setor bancário.

Alie a isso a agilidade de atendimento e tecnologias cada vez mais seguras. Assim, temos a receita ideal para que empreendimentos desse tipo continuem a crescer.

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